Mudanças dão lucro para contador

28 09 2009

Sped Fiscal, Sped Contábil Nota Fiscal Eletrônica (Nfe). As novas obrigações fiscais que representam despesa para as empresas em geral, para as consultorias contábeis e escritórios de contabilidade são sinônimo de novos clientes e aumento de faturamento. Essas obrigações, estabelecidas pela Receita Federal nos últimos dois anos, foram responsáveis por aumentar a demanda por profissionais da área, ocupados agora em adaptar os sistemas das empresas às exigências contábeis e ainda orientar as companhias de capital aberto e de grande porte no cumprimento da Lei nº 11.368, de dezembro de 2007, que alterou as regras para a publicação de balanços.

A Delloite, por exemplo, passou a assessorar 480 novos clientes, entre setembro do ano passado e maio deste ano. Para atender a esse público, que já utiliza ou precisa se adaptar ao Sped Fiscal e Contábil, a empresa treinou 50 profissionais especialmente para a atividade. A Confirp também registrou um aumento de 12% no total dos clientes de dezembro de 2008 para cá, o que já resulta em 966 empresas atendidas pela consultoria. O impacto é um faturamento maior. A empresa faturou cerca de R$ 11 milhões no ano passado e a prevê passar a casa dos R$ 12 milhões neste ano.

A KPMG também já menciona uma elevação no número de clientes em 2009. A empresa, além de qualificar seus profissionais internos, vem oferecendo cursos para diversos contabilistas sobre esses novos temas, como o Sped Fiscal e Contábil. A IOB também já atende novos clientes, preocupados principalmente com o Sped Contábil. A empresa já prestou consultoria a mais de 40 empresas que foram obrigadas a entregar a nova escrituração em junho deste ano. Já pequenos e médios escritórios, como o Aleixo & Associados Consultores Contábeis, buscam a especialização no atendimento de determinados setores.

O sócio da Deloitte e líder da área de Sped, José Othon de Almeida, afirma que a procura pelos serviços deve aumentar nos próximos dois anos, tempo previsto para que todas as empresas se adaptem aos novos sistemas. Um número bem maior de empresas, por exemplo, deve estar sujeito ao Sped Contábil a partir de 2010. Em junho deste ano, oito mil empresas foram obrigadas a fornecer escrituração digital. No ano que vem, o número das companhias obrigadas deve chegar a 170 mil, pois a medida abrange todas as empresas enquadradas no regime do lucro real.

Com a adaptação à era digital, as empresas deverão ter um cuidado ainda maior com a qualidade dos dados fornecidos à Receita, afirma Almeida. “Até então a empresa produzia as informações e só as apresentava caso ocorresse uma fiscalização. Agora, é como se o fisco tivesse feito uma visita a cada uma dessas empresas”, afirma.

Em razão dessa preocupação, a IOB oferece um programa chamado de auditor eletrônico a mais de 150 empresas. O programa tem a função de antecipar as análises que o fisco fará ao avaliar as escriturações digitais contábeis e fiscais. Segundo o diretor de soluções da IOB, José Adriano Pinto, a empresa possui cerca de 50 colaboradores que fornecem consultoria sobre o Sped.

Os grandes escritórios de contabilidade também oferecem para as empresas a possibilidade de deslocar um de seus funcionários para gerenciar o cotidiano da companhia. A Confirp, por exemplo, criou uma área denominada de “outsourcing” para atender essa demanda. Em consequência das novas exigências, a área apresentou um crescimento de 20% em relação ao número de contratos fechados em 2008, segundo Richard Domingos, sócio diretor da Confirp. “Essa forma de atuar tem feito com que haja uma integração maior das informações da empresa, gerando menos inconsistências”. Para Domingos, esse tipo de trabalho deve ficar cada vez mais usual.

A mudança no perfil do profissional da contabilidade, levou a KPMG a investir ainda mais na qualificação de seus funcionários, segundo o sócio-líder de Auditoria da KPMG no Brasil, Charles Krieck. “Modificamos todo o material de treinamento para atender a essa nova realidade”, diz. A empresa também passou a oferecer treinamentos à distância, via internet, o chamado e-learning, para seus empregados. O sucesso dos cursos à distância, levou a empresa a oferecê-los ao mercado em geral, diz Krieck.

Os cursos oferecidos tanto pelos grandes escritórios de contabilidade quanto pelos próprios sindicatos da categoria, tem auxiliado os pequenos e médios escritórios. É o caso do Aleixo & Associados Consultores Contábeis. O sócio-diretor, João Aleixo Pereira, afirma que seus funcionários frequentaram diversos cursos oferecidos pelos sindicatos. “A profissão de contabilista exige estudo diário para a atualização com relação a novas normas e obrigações”, diz. Para assegurar a qualidade no trabalho oferecido, Aleixo optou por assessorar apenas empresas do segmento de prestação de serviços. “Ao se especializar na área, podemos dominar essas regras aplicadas a esse segmento com mais profundidade.”

Apesar de os escritórios afirmarem que já fizeram grandes investimentos em tecnologia para suprir essa nova demanda gerada pelo Sped Fiscal e Contábil, ainda há muito a ser feito nessa área, como avalia Marco Zanini, diretor comercial e operacional da NFe do Brasil - empresa especializada em inteligência fiscal eletrônica. Para ele, os contadores também estão deixando para última hora para investir em tecnologia que armazene todas as informações geradas pelo Sped Fiscal e Contábil. “Ainda não há uma movimentação intensa desses contadores à procura de tecnologia. Acredito que isso deverá aumentar a partir do início do ano que vem, quando muitos deverão entregar a escrituração digital do Sped Contábil e Fiscal.”

Contexto

Sistema Público de Escrituração Digital (Sped ), oficializado em janeiro de 2007 por meio do Decreto nº 6.022, do governo federal, conta com três pilares: o Sped Fiscal, Contábil e a Nota Fiscal Eletrônica. A ideia é tornar virtual todas as notas fiscais e a escrituração fiscal e contábil das empresas, hoje feitas em papel, para integrar as três esferas fiscais da administração pública. Essa modificação deve racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias dos contribuintes. O Sped Fiscal substituirá os livros de escrituração contábil em papel das empresas por equivalentes em meio digital. Já o Sped Fiscal unificará as informações fiscais de todos os contribuintes do ICMS e do IPI e transformará em eletrônica a escrituração em livros fiscais – como o registro de entradas, saídas, apuração de ICMS e IPI e inventário -, que hoje devem ser impressos e encadernados.

Fonte: Valor Econômico – Adriana Aguiar, de São Paulo





Receita investigará cerca de 1,5 mil suspeitos de irregularidades

10 08 2009

A Receita Federal lançará na próxima segunda-feira (3) uma investigação sobre 1.481 pessoas físicas suspeitas de sonegação em operações na Bolsa de Valores. De acordo com o órgão, esses contribuintes movimentaram R$ 81 milhões. Leia o resto deste post »





Qual o caminho da Bematech?

6 07 2009

Inegavelmente a Bematech é uma das marcas mais fortes do mercado de automação comercial. Sempre com postura de lider de mercado, a Bematech chama atenção pela estratégia arrojada e ações nada convencionais às práticas de mercado.
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Bematech aprimora operação logística para o canal de vendas através da CDC Brasil

6 07 2009

Acordo firmado com empresa especializada em distribuição e logística garantirá maior conveniência às revendas.
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Marketing Experiencial e ponto-de-venda é tema de aula aberta na ESPM

3 07 2009

São Paulo, junho de 2009 – Cada vez mais as lojas se transformam em verdadeiros ambientes de convivência, relacionamento e informação. A dimensão proposta pela experiência de compra é muito mais complexa e abrangente, pois se trata da relação do consumidor com a marca.
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Grupo Pão de Açucar compra Ponto Frio por R$ 842,5 Milhões

8 06 2009

O grupo Pão de Açúcar anunciou nesta segunda-feira a compra da rede de varejo de eletrônicos e eletrodomésticos Ponto Frio. Leia o resto deste post »





Mais de 17,5 milhões de bilhetes vão concorrer a prêmios no quinto sorteio da Nota Fiscal Paulista

6 04 2009

Os 1.519.449 consumidores que forneceram o CPF em suas compras durante o mês de dezembro de 2008 concorrerão com 17.534.865 bilhetes eletrônicos a um milhão de prêmios no quinto sorteio da Nota Fiscal Paulista. São três prêmios especiais – de R$ 50.000, R$ 30.000 e R$ 20.000 – e mais 300 prêmios de R$ 1.000; mil prêmios de R$ 250, 15.000 prêmios de R$ 50, 76.303 prêmios de R$ 20 e 907.394 prêmios de R$ 10, somando R$ 12 milhões. Os prêmios em dinheiro poderão ser resgatados em até cinco anos. Para consultar seus bilhetes, o consumidor cadastrado no programa e que aderiu ao regulamento do sorteio deve acessar o site www.nfp.fazenda.sp.gov.br.  O resultado será divulgado pela Secretaria da Fazenda até o dia 15. Leia o resto deste post »





Wal Mart: mais um gigante no E-Commerce

13 11 2008

Com investimentos de R$ 25 milhões, o portal demorou nove meses para ser desenvolvido e é o primeiro da companhia fora dos Estados Unidos, onde segundo o executivo, um em cada três internautas acessa o site do varejista. Cerca de 100 pessoas, entre funcionários próprios e terceirizados trabalharão no site brasileiro.

A princípio, serão comercializados apenas produtos de consumo, divididos em 11 categorias, mas alimentos também fazem parte da estratégia e devem entrar na lista em breve. “Seremos o primeiro site de preço baixo todo dia”, destacou Núñez, reforçando o slogan da empresa.





Visa Net desenvolve cartão com tecnologia sem contato

20 10 2008

A VisaNet Brasil, em parceria com o Bradesco, desenvolveu o Visa PayWare, cartão de crédito com tecnologia sem contato (contactless) para proporcionar mais agilidade ao consumidor nas compras de menor valor do dia-a-dia, como cafezinho, jornal, etc.

Inicialmente o produto será testado por três milhões de clientes Bradesco num período de seis meses, sendo utilizado apenas nos estabelecimentos da rede de cafés Starbucks em todo País. 

O valor máximo de transação é de R$ 100,00 e para efetuar a compra basta aproximar o cartão do leitor, pois não é preciso digitar senha. Já para compras acima desse valor o cliente tem a opção de utilizar a tecnologia chip. Segundo o diretor executivo de soluções em negócios da VisaNet Brasil, Wanderley Barreto, a empresa tem total interesse de instalar os terminais do novo cartão em todos os estabelecimentos que tenham fila, inclusive nos supermercados.





Nota Fiscal Eletrônica: Capítulos Finais

8 10 2008

Fonte: TI Inside

O projeto-piloto foi iniciado em setembro de 2006, passou por diversos aprimoramentos e chegou à fase final da implementação das notas fiscais eletrônicas. Em 1º de setembro a NFe passa a ser obrigatória para diversas verticais como fabricantes de automóveis, bebidas, cimento, medicamentos, frigoríficos, ferro-gusa e laminados, entre outros. E, em 2009, será universal para todas as empresas de acordo com o SPED (Sistema de Escrituração Fiscal) da Receita Federal, composto pelo EFD (Escrituração Fiscal Digital) para os contribuintes de ICMS e de IPI, pelo ECD (Sistema de Escrituração Contábil Digital), que substituirá a impressão dos livros diários e razão das empresas; e, claro, a Nota Fiscal Eletrônica.

Na prática, as empresas deixam de emitir notas fiscais em papel e, ao fazer eletronicamente, ganham dinamismo e economizam na guarda e manuseio das notas, mas também passam a sofrer um controle mais rígido por parte da Receita Federal.

Os principais benefícios para as corporações são as reduções de custos diretos e indiretos, além da diminuição de erros de digitação na recepção das notas, maior agilidade no processo de emissão, minimização de erros de impressão e aderência à legislação tributária.

A Receita Federal, por sua vez, ganha um repositório único permitindo maior controle do que o arrecadado em impostos, ou seja, é mais um instrumento contra a sonegação. “Muda a relação do contribuinte com o fisco. E entramos na fase de implementação em que não existe mais convite para as empresas e sim obrigatoriedade. É algo irreversível. As grandes já possuem projetos implementados e agora as empresas de porte médio estão evoluindo”, garante José Othon Tavares de Almeida, sócio da área de auditoria da Deloitte.

Muito mais que o mero uso de uma tecnologia que permite a emissão das NFes, esse projeto passa pela transparência das informações junto à Receita e força uma maior governança por parte das organizações. E isso independente do tamanho da empresa, pois todas serão afetadas pelo projeto.