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Archive for the ‘Tendências’ Category

O ano de 2010 e a Corrida para as Adequações Fiscais

Dezembro 21, 2009 vfpeixoto Deixe um comentário

Se por um lado o ano de 2010 promete ser um ano aquecido no mercado de TI/A (Tecnologia da Informação e automação), com promessas de novas fusões e incorporações, grandes negócios e grandes volumes de vendas, também teremos mais um ano onde empresas de vários setores serão obrigadas a se adequar a novidades fiscais promovidas pelo Governo.

Somente com a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), teremos uma avalanche de novidades: abril, julho e outubro teremos mais setores empresariais com obrigatoriedade vencida. A partir de Dezembro de 2010, todas as empresas serão obrigadas a emitir NF-e (em âmbito nacional), com excessão das Notas Fiscais Eletrônicas de Serviço, que continuam (não sei até quando, pois tudo está mudando muito rapidamente) regulamentadas pelas prefeituras e cada uma terá seu prazo de obrigatoriedade estabelecido pela mesma.

Também em 2010, veremos a corrida de algumas empresas para adequação às regras do IFRS, padrão internacional para demonstrações contábeis empresariais criado em 2005 e já implantando em mercados como Europa e Estados Unidos. Em uma primeira fase, apenas empresas de capital aberto serão obrigadas a aderir ao novo sistema no Brasil, devendo entregar em 2011 declaração padronizada no novo modelo baseada na movimentação ocorrida no ano de 2010.

Entretanto, empresas de Pequeno e Médio portes poderão optar por aderir ao novo modelo. Dentre as vantagens, está a possibilidade de receberem investimentos extrangeiros de forma mais rápida e com mais transparência, representando uma segurança para os investidores e sinônimo de grandes negócios para nossos empresários.

Estas novas implementações visam a equalização do mercado, tornando a concorrência mais justa, além de representarem um show de oportunidades para venda de software e serviços para os setores fiscais e tributários, o que torna 2010 ainda mais interessante.

Os gestores não devem pensar apenas em eficiência daqui para frente. Devem pensar de forma mais macro, colocando a equalização fiscal como uma de suas metas prioritárias. Se tiverem cuidado no planejamento e entenderem que estas medidas podem representar uma excelente oportunidade de crescimento e negócios, criarão a base para um 2011, 2012, 2013 e 2014 fantásticos.

Internet e seus limites: a saída começa na Escola

Dezembro 6, 2009 vfpeixoto Deixe um comentário

Não é raro hoje em dia ouvir de uma criança ou mesmo de um adolescente que a escola não lhe chama a atenção, que estudar não faz parte de suas prioridades e que passam mais tempo na frente de um computador do que estudando.

Agora, vamos analisar o que está escrito acima: mais tempo na frente de um computador do que estudando? Escola não chama a atenção?

Sinceramente, se qualquer um de nós assistíssemos hoje a uma aula dada em uma escola de ensino fundamental ou médio, talvez a opinião não seria muito diferente do que a de nossos jovens. E por um motivo simples: as escolas, de uma forma geral, não se reinventaram e nem se adaptaram para a Nova Era Digital que vivemos. E pior: em alguns casos, a impressão é que fazem de tudo para não entrarem neste tema com seus alunos.

Historicamente, a escola sempre se comportou como um centro de formação técnica, acadêmica, moral e ética de uma sociedade. Sempre ditou tendências e estimulou algumas das principais revoluções culturais da humanidade. Até decidir que abriria uma competição contra a Internet e seu poder de democracia.

Não é inteligente fechar os olhos a Internet e ao seu crescimento avassalador. Pelo contrário: é urgente e necessário a criação de matérias base para tratar de assuntos como Redes Sociais, Computação em Nuvem, E-mail, Segurança na Internet e principalmente mostrar as crianças e aos jovens os benefícios e malefícios que podem ser causados ao utilizar toda esta tecnologia de forma consciente ou não. Não se esqueçam: os jovens que estão sendo preparados hoje nas escolas, assumirão no futuro o controle sobre informações digitais de toda uma sociedade, independente de qual área escolham.

Sabe aquela história de “uma mão lava a outra”? Não existe exemplo melhor para aplicar isto. A escola, inserindo desde a base estudantil conhecimentos pontuais sobre tecnologia tornarão as aulas mais interessantes instantaneamente e aproveitará a oportunidade para preparar desde cedo nossos jovens a utilizá-la de forma mais benéfica do que utilizamos hoje.

Até porque, há muito tempo que a Internet deixou de ser um campo explorado somente por profissionais do mercado de tecnologia. Ela é de domínio público, e qualquer pessoa de qualquer área de atuação precisa dela. Não nos acostumamos a falar tanto de convergência? Está para nascer oportunidade maior do que criar mecanismos para convergir ensino e tecnologia.

Tenho certeza absoluta de que a próxima geração, os nossos futuros herdeiros, já viverão no dia a dia estudantil uma revolução que inevitavelmente começará. É simples: nós, futuros pais, conhecemos tecnologia. Lidamos com ela pois ela faz parte do nosso cotidiano, diferentemente de nossos pais. Nada mais justo que estejamos mais preparados (ou não) para mostrar aos nossos filhos qual o melhor caminho para utilização da tecnologia, pois teoricamente fomos formados por uma sociedade eticamente melhor do que a nossa, porém com menos conhecimento e oportunidade de conviver com tecnologia.

Temos um caminho longo pela frente mais que depende apenas de nós: nós somos o mecanismo convergente. Nossa geração será obrigada a encontrar o caminho para mudar o sistema estudantil, visando que nossos herdeiros cuidem melhor, utilizem com mais sabedoria e decência e continuem a alimentar a massa de dados que nos esforçamos tanto para criar.

Internet no trabalho: Qual é o crescente desafio na produtividade?

Dezembro 2, 2009 automablog Deixe um comentário

Como tudo na vida, a internet também tem dois lados. Ao mesmo tempo em que trouxe para o mundo empresarial benefícios incontestáveis, apresentou um novo problema: como medir a produtividade dos colaboradores?

  • As pessoas “espertas” acham que podem enganar quando não enxergam o que deixam de ganhar.
  • As pessoas burras se enganam sem saber que estão se enganando e só sonham no que poderiam ganhar.
  • As pessoas empreendedoras e inteligentes não se enganam, ganham.

A internet cada vez mais interativa tem um grande apetite para consumir todo o tempo que puder do usuário. Cada site é desenvolvido para proporcionar uma experiência agradável aos visitantes, e com isso mantê-los fieis e atraidos.

É possível ficar horas procurando e assistindo aquele vídeo que seu amigo comentou, procurando aquele presente que você tem que comprar ou pesquisar aquele aparelho que você sonha. São apenas alguns exemplos de uma rotina muito comum em muitas empresas.

Perder tempo está cada vez mais fácil… Muitas vezes falta a consciência de que o aumento de produtividade proporcionado pela internet nada mais é que uma necessidade da empresa para sobreviver e que cada minuto é dinheiro no mundo dos negócios. Perder dinheiro está cada vez mais fácil…

Existem muitos mecanismos de controle e filtros de conteúdo, mas se tempo é dinheiro, quem vai auditorar uma avalanche de histórico de acesso? Quanto custa para o departamento de TI realizar este trabalho? Alguém pode responder que podemos restringir o acesso somente para alguns websites, mas quão importante é ter uma equipe bem informada sobre assuntos multidisciplinares?

O fato é que para se tomar a melhor decisão é preciso estar bem informado. Dependendo do tipo de negócio, privar os colaboradores da informação é perder diferencial competitivo. Por este motivo o assunto é tão dificil de ser tratado.

Os verdadeiros profissionais não usam o tempo de serviço para tratar de assuntos pessoais, usam de forma inteligente para evoluir profisisonalmente em benefício da organização a qual representa.

A quantidade de informação disponível na internet é demasiadamente ampla para controlarmos ou conhecermos a fim de medirmos a produtividade relacionada com os colaboradores.

Por este motivo as empresas estão procurando cada vez mais comportamento aliado aos valores , muitas vezes aceitando uma menor especialização do profissional.

Cada vez mais as pessoas mais produtivas são aquelas que sabem lidar com um volume altíssimo de informações, selecionando adequadamente o conteúdo que demanda algum investimento de tempo (leia-se também DINHEIRO) para sua atenção.

Portanto, avaliar e gastar de forma inteligente o tempo é cada vez mais necessário para obter êxito num mundo cada vez mais dinâmico e repleto de possibilidades.

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Officer e BP: A parceria entre o Elefante e o Gatinho que quer ser Tigre

Novembro 30, 2009 vfpeixoto Deixe um comentário

Há alguns meses atrás fui a um evento sobre automação comercial e assisti a uma palestra do Roccato. Logo após, alguns fabricantes convidados começaram a apresentação de seus novos produtos e Programas de Canais. Ao final do evento, duas coisas me chamaram a atenção:

1- Uma frase dita pelo Roccato: acordem. O mercado está mudando. Diversifiquem as ofertas em seus clientes. Isso fará toda a diferença no futuro;

2- A ausência dos tradicionais equipamentos para PDV: Impressora Fiscal, Gavetas e Leitores de código de barras deram lugar a Servidores, Notebooks, Coletores de Dados, Impressoras Portáteis, Monitores Touch, etc.

Percebi naquele dia que em pouco tempo aconteceria com Automação Comercial/AIDC e TI uma convergência inevitável e que a tradicional caminhada independente de ambas as áreas seria ineficiente a partir de um certo momento. Apenas não esperava que isso acontecesse tão rápido.

A compra da BP Solutions pela Officer representa muito mais do que um simples negócio: é o ponta pé inicial para que as revendas de tecnologia tenham em seu portifólio linhas de produtos e serviços semelhantes e complementares, mais que sempre andaram separadas. No cenário atual, um fornecedor de TI não se aventura em Automação/AIDC e quando tentam fazer o resultado não é de qualidade.

A própria Officer e a Ingram com toda expertise bateram cabeça com esta situação no passado. Por outro lado, uma revenda de automação é obrigada a ofertar uma pequena parcela dos produtos de TI (micros, switches, No-breaks) mais não faz muita questão de vender estes produtos. Aliás, é muito comum recusarem propostas de compra para estes itens, pois não possuem margem para competir com as revendas de TI.

Então porque a Officer comprou a BP? Porque a Ideiasnet, detentora da Officer, teria interesse em encorpar a mesma com a linha de automação/AIDC? Porque se esforçar para integrar negócios tão diferentes culturalmente?

Pessoalmente, acredito em três respostas para as perguntas acima: aumento na margem líquida, aumento na base de revendedores e diversificação de portifólio, aumentando a oferta as revendas e clientes.

Todos sabemos que a margem em TI é cada dia mais baixa. Ainda mais para quem opera como distribuidor logístico. Por mais que a margem de automação/AIDC também seja baixa, é no mínimo 3x maior do que a de TI. Ou seja: a Officer traz uma operação mais lucrativa para encorpar seus resultados e traz ao mesmo tempo, mais motivos para se relacionar com suas revendas, uma vez que será necessário um grande esforço para fazer as revendas destes mundos divergentes falarem uma lingua parecida. Além disso, a Officer possui 20.000 revendas e a BP 14.000. Admitindo que tenham 4.000 revendas em comum, estamos falando em 32.000 revendas, sendo 50% destas ativas.

São números muito interessantes e que já começaram a tirar o sono de outras gigantes de ambos os setores. Por isso digo que o ano de 2.010 nos reserva espaço cativo para admirar outras fusões/aquisições, pois tenho certeza que Ingram, Aldo, CDC Brasil, Interway, Agis, Alcateia e DN Automação não ficarão passivas a esta nova tendência que nasce. No final das contas, quem vai mesmo se beneficiar com isso serão as revendas, que terão acesso a novas fontes de lucro.

Porém, nem tudo são flores: a Officer terá uma tremenda dificuldade em fundir as duas operações. É um problema cultural: um nunca encomodou o quintal do outro. Creio que o ano de 2.010 será de aprendizado e de colocação da nova casa em ordem, com uma natural reestruturação de equipe comercial, marketing, financeiro, etc.

Já antecipo que as revendas de automação saem na frente na briga pela equalização de mix de produtos. É simples: os revendedores de TI terão muita dificuldade em aprender sobre legislações fiscais, softwares de PDV e gestão para varejo e impressoras fiscais, sem falar é claro no credenciamento para manutenção de equipamentos, tornando sua oferta temporariamente incompleta. Entretanto, as revendas de automação/AIDC possuem pouco tempo de vantagem: 12 meses no máximo.

O ano de 2.010 será especial no mercado de TI/Automação. Quem sabe, não inciaremos 2.011 falando em Mercado de TIA (Tecnologia da informação e automação)? E que seja Bem Vinda a tal da Convergência!

Officer mira SMB com BP Solutions e planeja novas aquisições

Novembro 25, 2009 automablog Deixe um comentário


por Haline Mayra
25/11/2009

Fabio Gaia pretende reforçar o time de colaboradores da BP e seus eventos anuais passam a incluir a recém-adquirida e seus parceiros

Nenhuma mudança brusca em termos de organização é o que a Officer garante para os primeiros 12 a 18 meses de incorporação da BP Solutions.Fábio Gaia, presidente da distribuidora, afirma que tanto a operação no mercado, quanto o quadro de colaboradores da BP serão mantidos. “Queremos dar mais agilidade e condições para que eles continuem desempenhando o trabalho específico que fazem”, diz Gaia.

A aquisição da empresa especialista em automação comercial está presente dos planos da Officer desde o início do ano, com aprovação no fim do primeiro semestre, junto à Ideiasnet, controladora da marca.

As características de atuação focada, a operação tradicional no mercado e os valores similares aos da Officer, foram, segundo Gaia, cruciais para a consolidação do negócio, cujo valor não foi revelado. “Todas as próximas aquisições que planejamos terão empresas com esse mesmo compromisso com a carteira de clientes, fornecedores, funcionários e acionistas”, afirma o presidente da Officer, prevendo para “um prazo não muito distante” novos anúncios no universo da consolidação do mercado.

A recente reorganização hierárquica empreendida na empresa tem justamente a função de tornar a distribuidora um grupo estruturado para abrigar a chegada de novas especialidades e empresas, rumo ao crescimento. E, até o final de 2012, a ambição da Officer é dobrar de tamanho.

No que tange ao portfólio, Gaia já avalia a entrada de novas marcas no leque de ofertas da recém-adquirida, de forma a torná-la mais robusta. “Algumas marcas da Officer, inclusive, já serão disponibilizadas para negócios via BP, como monitores e servidores Microsoft e algumas linhas de networking”.

Não há, pelo menos por ora, a intenção de mesclar os portfólios, até pela especificidade do trabalho da BP Solutions. Por outro lado, outros recursos serão compartilhados. Os eventos da Officer, Officer Canal e Real Time, serão estendidos aos canais e fabricantes da BP Solutions, informa Gaia.

De forma a atingir o mercado que, segundo Gaia, será um grande alvo da nova aliança, o SMB, há planos de contratação de novos profissionais para a BP – que hoje mantém 63 colaboradores. “Nesse universo de 5 milhões de empresas, há sempre oportunidade para a adição de soluções de automação de diversas naturezas”, alerta ele.

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Daruma mira o exterior e já opera na América Latina

por Haline Mayra

10/08/2009

Presidente da companhia também fala sobre novas verticais e sobre a fabricação de netbooks

A fabricante de soluções de automação comercial Urmet Daruma inicia um processo de expansão pela América Latina, que deve gerar R$ 4 milhões em receita, já em 2010. Leia mais…

Aonde a automação vai nos levar?

“Por que tecnologias que existem há décadas ainda não foram implementadas?”, reflete o especialista Júlio Vidotti

Quando falamos de automação de supermercados, todos pensamos como consumidores que sabem tudo que ocorre lá dentro.

Aliás, isso é muito comum em nossas vidas no dia a dia. Achamos que conhecemos algo em função de vivenciarmos aquele ambiente, de fazermos compras, de enfrentarmos filas no caixa dos supermercados nos horários de pico, tipo sábado na hora do almoço, e daí por diante.

E as filas nos frios, fila na padaria, fila no açougue, e não para por aí. E no final de tudo, fila pra pagar!!!

Será que a automação realmente está ajudando a acabar com as filas, ou será que esses estabelecimentos estão precisando de mais operadores de caixa, ou melhores e mais eficientes tecnologias para melhorar o atendimento?

Os produtos que procuramos, encontramos nas prateleiras? Estão corretamente identificados?

E se olharmos para 10 anos atrás?

Você consegue imaginar um supermercado hoje com produtos etiquetados com preços, sem quaisquer códigos de identificação e, no caixa, a operadora digitando o preço de produto por produto? Os níveis de reclamação por registro errado de valor e assim por diante?

A automação já faz parte de nossas vidas. Não saímos de casa sem nos defrontarmos com essas tecnologias.

E não temos a mínima idéia do que acontece lá dentro, como são feitos o abastecimento e reposição de mercadorias, o processo de recebimento de pallets com produtos, a armazenagem, a reposição, a auditoria dos produtos e preços nas gôndolas, a pesquisa de preços nos supermercados vizinhos, etc.

E, por outro lado, tudo que é feito para melhorar o atendimento, como criação de processos de treinamento de operadores e de funcionários internos de departamentos; criação de ofertas de acordo com o perfil de consumo dos clientes da região da loja; utilização de coletores de dados, substituindo as antigas pranchetas, em áreas como recebimento e separação de mercadorias; auditoria de gôndolas, ou pesquisa de preços de mercado; impressoras portáteis, gerando etiquetas para identificação dos produtos nas gôndolas e monitores touchscreen utilizados para interação e educação de profissionais.

Outros processos também devem ser citados, como a utilização de leitores de alta velocidade, agilizando ainda mais o fluxo de clientes pelos caixas; incentivo de pagamento com cartão para maior rapidez, reduzindo a movimentação de dinheiro entre o caixa e a tesouraria, utilizando teclados especiais, para pagamentos com cartões; impressoras de cartões de fidelidade, permitindo que a loja identifique o perfil de consumo de seus clientes, gerando ofertas específicas; equipamentos de manuseio de cédulas e moedas garantindo o correto controle de fluxos financeiros entre os caixas e a tesouraria e vice -versa; quiosques de auto atendimento para clientes obterem informações, registrarem queixas, consultarem preços, e mais recentemente até para registrarem sozinhos as suas compras e irem embora, e por fim, as tradicionais impressoras de cupons fiscais para atenderem a legislação fiscal.

E aí você vê que automação não é só a impressora fiscal, como muitos ainda pensam no mercado.

Aliado a tudo isso, entram muitas outras coisas, do design do checkout, dos carrinhos que não evoluíram nestes 30 anos, das sacolas que estão cada vez mais escassas, dos carregadores que sumiram etc.

Será que o supermercado do futuro, como muitos falam, seria a conveniência de você comprar pela internet, sem sair de casa, e pagar por todos os serviços envolvidos por trás desta operação, ou será que ainda encontraremos momentos de prazer dentro das lojas como se via há 30 anos?

Ou será que teremos aquele modelo futurista de entrar na loja, colocarmos todos os produtos no carrinho, e simplesmente ir embora, sabendo que todas as compras serão automaticamente debitadas do cartão de crédito?

Tecnologias para isso existem há mais de uma década e porque não seriam ainda implementadas?

A questão é comportamental! Os hábitos de consumo diferem muito de país para país. E o supermercado também mudou muito, hoje vamos a ele para comprar pães, carnes, vinhos e tudo o mais que desejarmos.

Enquanto por um lado, enfrentamos a convergência de tecnologias, em que, com o aparelho de celular vamos efetuar um pagamento eletrônico, do outro lado, os produtos, tornando-se cada vez mais simplificados, empacotados, de fácil manipulação e consumo.

Para onde iremos?

fonte: CRN

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Receita Federal aperta o cerco contra os contribuintes

Todos devem começar a acertar a sua situação com o leão, pois no próximo ano o Fisco começa a cruzar mais informações e no máximo em dois anos eles vão cruzar tudo. As informações que envolvam o CPF ou CNPJ serão cruzadas on-line com:

CARTÓRIOS: Checar os Bens imóveis – terrenos, casas, aptos, sítios, construções;

DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis e etc.;

BANCOS: Cartões de crédito, débito, aplicações, movimentações, financiamentos;

EMPRESAS EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F e etc,), passam a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e Serviços em geral, incluídos os básicos (luz, água, telefone, saúde), bem como os financiamentos em geral. Tudo através da Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Eletrônica e Nota Fiscal Digital.

TUDO ISSO NOS ÂMBITOS MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL, amarrando pessoa física e pessoa jurídica através destes cruzamentos e o pior, podem FISCALIZAR OS ÚLTIMOS 5 ANOS !!!

Este sistema é um dos mais modernos e eficientes já construídos no mundo e logo estará operando por inteiro !!!

Só para se ter uma idéia, as operações relacionadas com cartão de crédito e débito foram cruzadas em um pequeno grupo de empresas varejistas no fim do ano passado, e a grande maioria deles sofreram autuações enormes, pois as informações fornecidas pelas operadoras de cartões ao Fisco (que são obrigados a entregar a movimentação), não coincidiram com as declaradas pelos lojistas.

Este cruzamento das informações deve, em breve, se estender o número muito maior de contribuintes, pois o resultado foi ‘muito lucrativo’ para o governo.

Sua empresa é optante pelo SIMPLES? Veja esta curiosidade inquietante:

TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte. Representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;

TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte. Representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;

TRIBUTAÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil e respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional. OU SEJA, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade, leia-se, sonegação!!!

Acredita-se que muito em breve, a prática da informalidade tende a diminuir muito!!!

A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de ir acertando os detalhes que faltam para minimizar problemas com o FISCO. Leia a matéria abaixo e em anexo para maiores esclarecimentos…

FISCO APERTA O CONTROLE DOS CONTRIBUINTES

A Receita Federal passou a contar com o T-Rex, um supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria até a capacidade de aprender com o ‘comportamento’ dos contribuintes para detectar irregularidades.

O programa vai integrar as secretarias estaduais da Fazenda, instituições financeiras, administradoras de cartões de crédito e os cartórios.

Com fundamento na Lei Complementar nº 105/2001 e em outros atos normativos, o órgão arrecadador-fiscalizador apressou-se em publicar a Instrução Normativa RFB nº 811/2008, criando a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (DIMOF), pela qual as instituições financeiras têm de informar a movimentação de pessoas físicas, se a mesma superar a ínfima quantia de R$ 5.000,00 no semestre, e das pessoas jurídicas, se a movimentação superar a bagatela de R$ 10.000,00 no semestre. A primeira DIMOF será apresentada até 15 de dezembro de 2008.

IMPORTANTE: O acompanhamento e controle da vida fiscal dos indivíduos e das empresas ficará tão aperfeiçoado que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de Imposto de renda já pronta, para validação do contribuinte, o que poderá ocorrer já daqui a dois anos.

Apenas para a primeira etapa da chamada Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização da Receita Federal para o ano de 2008 foi estabelecida a meta de fiscalização de 37 mil contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, selecionados com base em análise da CPMF , segundo publicado em órgãos da mídia de grande circulação.

O projeto prevê, também, a criação de um sistema nacional de informações patrimoniais dos contribuintes, que poderia ser gerenciado pela Receita Federal e integrado ao Banco Central, Detran, e outros órgãos.

Para completar, já foi aprovado um instrumento de penhora on line das contas correntes..

Por força do artigo 655-A, incorporado ao CPC pela Lei 11382/2006, poderá requerer ao juiz a decretação instantânea, por meio eletrônico, da indisponibilidade de dinheiro ou Bens do contribuinte submetido a processo de execução fiscal.

Tendo em vista esse arsenal, que vem sendo continuamente reforçado para aumentar o poder dos órgãos fazendários, recomenda-se que o contribuinte promova revisão dos procedimentos e controles contábeis e fiscais praticados nos últimos cinco anos. A Receita está trabalhando mesmo.

Hoje a Receita Federal tem diversos meios (controles) para acompanhar a movimentação financeira das pessoas. Além da DIMOF, temos a DIRPF, DIRPJ, DACON. DCTF, DITR, DIPI, DIRF, RAIS, DIMOB, etc. etc.. Ou seja, são varias fontes de informações.

Esse sistema HARPIA, já estava em teste há 2 dois anos, e agora está trabalhando pra valer.

Com a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e do SPED, que vai começar pra valer em 2009, ai é que a situação vai piorar, ou melhor, melhorar a arrecadação.

Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas, bens, etc.

Fonte

J. A. Zanon – Advogado – www.zanon.adv.BR

Impressora Fiscal esquema de sonegação – Vale a pena?

Julho 8, 2009 automablog 2 comentários

Dizem que enquanto uma pessoa trabalha para garantir a segurança de algo outras 10 trabalham para quebrar a segurança. Com impressoras fiscal a proporção obviamente não é esta pela restrição mercadológica e legal, entretanto não é novidade que ainda existem impressoras fiscais que sonegam. Mais abaixo faço uma análise desta prática.

A impressora fiscal também é conhecida como ECF (Emissor de Cupom Fiscal) e objetiva substituir a emissão manual da nota fiscal consumidor modelo D. O equipamento para ser considerado ECF necessita apresentar características contidas no Convênio ICMS 156/94.

Desde a criação do ECF, ouve-se falar em esquema de sonegação em ECF. Um caso clásssico de grande repercussão, inclusive com direito a noticiário no Jornal Nacional da rede Globo, é o da Dismac, cujo equipamento possuia recurso voltado para sonegação fiscal.

Este é um assunto que pouca gente gosta de debater pois envolve fisco e Receita Federal. Porém, já diziam os sábios, o pior cego é o que não quer ver.

No passado as exigências fiscais de recursos nos ECF eram mais brandas e a fiscalização menos ativa. Como tudo nesta vida está em constante mudança pois o ambiente muda contantemente, houveram alterações nas exigências fiscais, em 2007 o fisco do Estado de São Paulo exigiu que todas as impressoras fiscais matriciais passassem por um processo chamado de relacração. A partir de novembro de 2007 somente ECF térmicos podem ser lacrados no estado de SP. Depois foi a vez da Nota Fiscal Paulista em 2007/2008.

Todas as ações e exigências do fisco fecham cada vez mais o cerco contra a sonegação fiscal.

Entretanto, os marginais do setor ainda não se deram conta do risco envolvido atualmente e ainda comercializam ECF adulterado para que o proprietário do estabelecimento sonegue. Neste contexto podemos mudar de “proprietário” para “próprio otário”, termo muito usado pelos reclamões.

O estabelecimento comercial que acha ter vantagem em sonegar desviando informações do ECF está tomando um rumo divergente e por que não dizer contrário à tendência. Clientes de pequeno porte já acordaram para esta realidade e estão em processo de legalização total do movimento fiscal, outros desacreditam, outros fingem que não sabem de nada. A grande verdade é que em muito breve a Receita Federal terá condições de cruzar toda movimentação de uma empresa e pessoa física. O advento da Nota Fiscal Eletrônica fecha bastante a possibilidade de sonegar as entradas de produtos, o PAF, ECF, Nota Fiscal Paulista e Sintegra fecham a saída.

1) O estabelecimento fica dependente do marginal. Popularmente falando, “fica de rabo preso”. Nenhuma assistência técnica séria mexerá no equipamento, se mexer, vai denunciar ou retirar o “esquema”.

2) O ECF adulterado incorre em crime de estelionato contra o Estado. Além, obviamente do crime de sonegação fiscal.

3) O marginal que fornece o esquema de sonegação ganha muito dinheiro com esta prática, justamente pelo fato de haver a dependência exclusiva de seus serviços. Desta forma, qualquer manutenção é mais cara que o valor de mercado.

4) O marginal não se importa com idoneidade, ética, honestidade e moral. Tudo pode ser usado como moeda de troca para ele ganhar dinheiro em caso de dificuldade financeira. O que impede do sujeito pedir um valor para não denunciar ao fisco o esquema?

5) O fisco está cada vez mais atento a este tipo de sonegação. Inclusive já existe um projeto do fisco que sugere uma nova geração de ECF. Neste caso todos os módulos de placas fiscais seriam blindados e todo o conceito operacional de manutenção seria mudado.

6) Nunca ouviu dizer de alguém que foi multado? Eu conheço vários. Existem algumas marcas de ECF e locais de estabelecimento que são mais visados pelo fisco.

São 6 pontos para se refletir.

O que é mais assustador é a inocência com que alguns empresários possuem ao se falar sobre o tema. Muitos não possuem sequer noção básica do risco envolvido comprando esquema de sonegação.

“Sem sonegar ninguém sobrevive”. Perdi a conta de quantas vezes ouvi esta frase de pequenos comerciantes. O fato é que num futuro muito breve eles vão ter que mudar o discurso e deixo uma sugestão: “Se sonegar, não sobrevive”.

Redecard e Visanet começam a compartilhar terminais

Medida é defendida pelo Banco Central e reduz taxas pagas por comerciantes a empresas de cartão

As principais empresas de cartão de crédito brasileiras começaram a compartilhar os terminais de pagamento com cartão, conhecidos como POS. Segundo a Redecard, no final de junho mais de 5 mil máquinas de processamento de transações com cartões de crédito e débito já eram compartilhadas com a Visanet e a American Express. Apesar de ainda ser um avanço pequeno comparado aos milhões de terminais existentes no país, o número praticamente dobrou em relação ao primeiro trimestre.

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