RFID: mais acessíveis para o varejo


Oprojeto europeu SMART ( http://www.smart-rfid.eu/) é uma iniciativa que reúne universidades, órgãos públicos, fabricantes de equipamentos e varejistas com o objetivo de resolver os impasses técnicos, burocráticos e financeiros que cercam a adoção dos RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio) pelo comércio.

Em outubro deste ano, o SMART vai testar a aplicação de RFIDs em larga escala na cadeia de distribuição do varejo, para avaliar as capacidades de monitoração de mercadorias e a eficiência da tecnologia em promoções. Esse amplo teste deve se estender até o primeiro semestre de 2009, e deve incluir itens como o controle da venda de produtos perecíveis, como carne e peixe.

Segundo os organizadores do projeto, as etiquetas com transmissores de rádio podem revolucionar o varejo com sistemas mais sofisticados de controle de estoques, promoções mais eficientes e otimização da cadeia de distribuição. Mas a adoção universal dos RFIDs ainda é lenta devido a uma série de problemas técnicos e comerciais.

O projeto SMART pretende resolver esses problemas dentro da União Européia. O consórcio deve apresentar relatórios e propostas para diversos problemas identificados por fabricantes, varejistas e administradores.

O RFID reduz o risco de erros humanos e permite a checagem em tempo real de estoques e movimentação de mercadorias. A tecnologia pode ser usada em operações de back-end, criando encomendas automáticas de itens cujos estoques estejam baixos. O princípio tecnológico é simples, mas as aplicações no varejo são inúmeras e podem revolucionar o setor.

Por exemplo, se uma prateleira do mercado ou loja precisar de reposição, o sistema pode emitir um alerta automático para a gerência do estabelecimento. Se um produto estiver se aproximando do prazo de validade, o comerciante pode receber um aviso indicando que é hora de colocar o item em promoção. Funções assim podem gerar uma grande economia para o empresário.

Avanço – A tecnologia pode ser usada para aplicações mais avançadas. Se um determinado produto vende bem na loja A da rede, mas não tão bem na loja B, o sistema com RFIDs pode iniciar um processo automático de transferência de estoques de uma loja para outra.

E isso são apenas os exemplos iniciais. Aplicações ainda mais sofisticadas estão sendo desenvolvidas por diversas empresas de serviços. Por exemplo, um sensor poderá escanear ao mesmo tempo todas as mercadorias no carrinho de um consumidor e apresentar o total da compra, o que representará uma grande economia de tempo para o cliente na saída da loja.

Essas aplicações tentadoras da tecnologia dos RFIDs só valerão a pena se diversos obstáculos forem superados. O maior problema continua sendo financeiro: o preço da etiqueta já atingiu um patamar relativamente baixo (cerca de 10 cents), mas o custo de aplicar os RFIDs em todos os itens ainda é muito alto.

Pallets – Atualmente, as etiquetas com radiotransmissores são usadas em sua maioria nos “pallets”, caixas com grandes quantidades de itens. Outra questão séria é como dividir os custos da tecnologia entre o fabricante, o distribuidor e o varejista.

Fonte: Diário do Comércio 23/07/2008

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