Aonde a automação vai nos levar?


“Por que tecnologias que existem há décadas ainda não foram implementadas?”, reflete o especialista Júlio Vidotti

Quando falamos de automação de supermercados, todos pensamos como consumidores que sabem tudo que ocorre lá dentro.

Aliás, isso é muito comum em nossas vidas no dia a dia. Achamos que conhecemos algo em função de vivenciarmos aquele ambiente, de fazermos compras, de enfrentarmos filas no caixa dos supermercados nos horários de pico, tipo sábado na hora do almoço, e daí por diante.

E as filas nos frios, fila na padaria, fila no açougue, e não para por aí. E no final de tudo, fila pra pagar!!!

Será que a automação realmente está ajudando a acabar com as filas, ou será que esses estabelecimentos estão precisando de mais operadores de caixa, ou melhores e mais eficientes tecnologias para melhorar o atendimento?

Os produtos que procuramos, encontramos nas prateleiras? Estão corretamente identificados?

E se olharmos para 10 anos atrás?

Você consegue imaginar um supermercado hoje com produtos etiquetados com preços, sem quaisquer códigos de identificação e, no caixa, a operadora digitando o preço de produto por produto? Os níveis de reclamação por registro errado de valor e assim por diante?

A automação já faz parte de nossas vidas. Não saímos de casa sem nos defrontarmos com essas tecnologias.

E não temos a mínima idéia do que acontece lá dentro, como são feitos o abastecimento e reposição de mercadorias, o processo de recebimento de pallets com produtos, a armazenagem, a reposição, a auditoria dos produtos e preços nas gôndolas, a pesquisa de preços nos supermercados vizinhos, etc.

E, por outro lado, tudo que é feito para melhorar o atendimento, como criação de processos de treinamento de operadores e de funcionários internos de departamentos; criação de ofertas de acordo com o perfil de consumo dos clientes da região da loja; utilização de coletores de dados, substituindo as antigas pranchetas, em áreas como recebimento e separação de mercadorias; auditoria de gôndolas, ou pesquisa de preços de mercado; impressoras portáteis, gerando etiquetas para identificação dos produtos nas gôndolas e monitores touchscreen utilizados para interação e educação de profissionais.

Outros processos também devem ser citados, como a utilização de leitores de alta velocidade, agilizando ainda mais o fluxo de clientes pelos caixas; incentivo de pagamento com cartão para maior rapidez, reduzindo a movimentação de dinheiro entre o caixa e a tesouraria, utilizando teclados especiais, para pagamentos com cartões; impressoras de cartões de fidelidade, permitindo que a loja identifique o perfil de consumo de seus clientes, gerando ofertas específicas; equipamentos de manuseio de cédulas e moedas garantindo o correto controle de fluxos financeiros entre os caixas e a tesouraria e vice -versa; quiosques de auto atendimento para clientes obterem informações, registrarem queixas, consultarem preços, e mais recentemente até para registrarem sozinhos as suas compras e irem embora, e por fim, as tradicionais impressoras de cupons fiscais para atenderem a legislação fiscal.

E aí você vê que automação não é só a impressora fiscal, como muitos ainda pensam no mercado.

Aliado a tudo isso, entram muitas outras coisas, do design do checkout, dos carrinhos que não evoluíram nestes 30 anos, das sacolas que estão cada vez mais escassas, dos carregadores que sumiram etc.

Será que o supermercado do futuro, como muitos falam, seria a conveniência de você comprar pela internet, sem sair de casa, e pagar por todos os serviços envolvidos por trás desta operação, ou será que ainda encontraremos momentos de prazer dentro das lojas como se via há 30 anos?

Ou será que teremos aquele modelo futurista de entrar na loja, colocarmos todos os produtos no carrinho, e simplesmente ir embora, sabendo que todas as compras serão automaticamente debitadas do cartão de crédito?

Tecnologias para isso existem há mais de uma década e porque não seriam ainda implementadas?

A questão é comportamental! Os hábitos de consumo diferem muito de país para país. E o supermercado também mudou muito, hoje vamos a ele para comprar pães, carnes, vinhos e tudo o mais que desejarmos.

Enquanto por um lado, enfrentamos a convergência de tecnologias, em que, com o aparelho de celular vamos efetuar um pagamento eletrônico, do outro lado, os produtos, tornando-se cada vez mais simplificados, empacotados, de fácil manipulação e consumo.

Para onde iremos?

fonte: CRN

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