Internet: é hora de estabelecer limites?


* Postado por Vitor Peixoto

Sem dúvida nenhuma o que ajudou a popularizar a internet e transformá-la em um organismo vivo dentro de nosso mundo foi a sua neutralidade, sua habilidade de aceitar ou de dar a oportunidade de todos escreverem e postarem o que querem, na hora que querem.

Aliás, este é o grande propulsor da informática nestas duas últimas décadas: a popularização do PC levou para dentro da casa de jovens criativos a possibilidade de expressar suas opiniões e ideias e, ao mesmo tempo, compartilhá-las livremente na rede.

Tudo isso seria ainda mais fantástico se pudéssemos definir com clareza o que é certo ou errado na internet. Qual o limite entre a liberdade de expressão e a falta de ética? Quem tem 30 anos ou menos vive e se alimenta diariamente deste mundo livre e sem limites. Entretanto, como separar o que fazemos na rede em nossa vida particular e o que podemos fazer em nossa vida profissional.

O que quero dizer é: o que impede alguém, enquanto usuário, de utilizar suas habilidades para usar mal a rede de assumir a gerência de TI de uma grande empresa e começar a divulgar informações confidenciais desta? Como ele separa o que pode ou não pode fazer?

É aí que a internet fica perigosa. É justamente na falta da regulamentação, de um limite, de uma vigilância que os principais problemas ligados a segurança da informação começaram a brotar. Olhar para o futuro, para o mercado de TI, para as revendas de software e hardware e não levar em consideração a capacidade de processamento que um micro terá daqui a 10 anos e o poder que um usuário qualificado terá em causar problemas de um simples celular ou tablet é negligenciar a própria base do mercado daqui há alguns anos.

A informática tornou-se o pulmão de qualquer empresa e não há sindicatos de classe, regras, padronizações, normatizações para o uso, código penal para quem a utiliza de forma errada. Simplesmente nada!

Para analisar e prever o mercado do futuro, precisamos agora criar a base legal e ética dele. É simples: sabemos que roubar é errado. Todos sabem disso. Alguns roubam e nem se importam. Alguém roubaria um carro, uma casa, uma moto? Mais todos baixamos músicas e filmes da internet, certo? Isso não deixa de ser uma apropriação indevida. Mas não nos incomodados com isso, porque são arquivos. Não pegamos arquivos na mão, então não temos como medir qual o real impacto de nossa conduta.

Esta dúvida está na cabeça dos jovens de hoje, que serão os analistas, programadores, gerentes e diretores no mercado de TI daqui a algum tempo. O rádio e a televisão sofreram limitações quando se tornaram poderosos demais. Infelizmente, haverá a necessidade de se estabelecer estes limites também agora.

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