Destaque em TA: E-Commerce. É a commoditização?


Que o mercado de TA é cheio de particularidades todo mundo sabe. Que é difícil para uma empresa de TI entendê-lo para participar e aproveitar as oportunidades também. Entretanto, uma velha maneira de se vender TI começa a invadir com força o mercado de TA: o E-Commerce.

Algumas das principais revendas de TA atualmente pertencem exclusivamente ou participam do mercado “.com”. Estas descobriram que pode-se vender  produtos de automação sem necessariamente agregar valor ao cliente e ainda entrar em mercados poucos explorados por elas, que focam boa parte de suas ações no Varejo, pois boa parte dos compradores de TA pela Internet são indústrias, governo, empresas de serviços, multinacionais, laboratórios e hospitais. Até se vende para o varejo tradicional, mais estes de longe representam a fatia mais representativa. Por enquanto.

Não é difícil entender o porque disso. Se analisarmos a trajetória de desenvolvimento dos revendedores de TA mais antigos, entenderemos que TA começou com as antigas caixas registradoras. Bom, os compradores destes equipamentos eram, em sua grande maioria, os varejistas. Como o parque instalado destas máquinas era gigantesco, a tendência é que os revendedores delas buscassem software e Hardware para substituí-las. Com isso, os tradicionais revendedores de Caixa Registradora, ou maquineiros, continuaram vendendo seus serviços para o mesmo grupo de clientes e não se aventurarm por outros caminhos.

De 2006 em diante é que estes ou novos revendedores começaram a aventurar-se no E-Commerce. Como em TI, houveram empresas que deram muito certo e muitas que saíram do mercado com menos de um ano de vida. Hoje, pode-se dizer que algumas delas possuem volumes de compra nos distribuidores muito expressivo.

Isso acontece porque o E-commerce em TA aproximou outros mercados compradores dos nossos produtos, facilitando a aquisição e o acesso a informação. É extremamente comum uma indústria enviar a requisição de compra de leitor por exemplo para vários sites ao mesmo tempo e comprar daquele que ofertar a melhor condição de pagamento, preço ou prazo de entrega.

Diante disso, podemos concluir que existirão dois mercados daqui para frente: aquele que necessita da prestação de serviço e da proximidade de um vendedor, o cliente/freguês e aquele que está mais preocupado com a velocidade de entrega e o valor pago pelo produto.

A pergunta é: será o E-Commerce um dos caminhos para a commoditização do mercado de TA ou de parte dele? Produtos como gavetas, balanças, leitores de boleto ou de documentos não precisam necessariamente agregar valor. São produtos com finalidades simples. Não se pode mais dizer que este não é um caminho interessante para aumentar seu volume de vendas. Existem clientes interessados em atendimento de alto nível e clientes querendo apenas comprar um produto. É hora de aproveitar o que tem de melhor nos dois mundos!

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