Os contadores, o Varejo, o FISCO e as Mudanças…


Não é raro hoje visitarmos clientes que ainda operam sem impressora fiscal e software. Estes, quando solicitamos uma nota fiscal paulista ou um comprovante fiscal de compra ou consumo, são obrigados a emitir uma nota manual e, para quem pedir a Nota Fiscal Paulista, colocar o número do CPF do cliente a mão para depois lançar, manualmente, todas estas notas no site da Secretaria da Fazenda.

Um trabalho absurdo, não acham? Imaginem quantas notas são geradas por dia? O que pouca gente sabe é que, na maioria dos casos de empresas não infromatizadas, o trabalho gerado pelas notas manuais acaba sobrando para o escritório de contabilidade do cliente (a maioria dos pequenos varejistas não tem contador próprio). Parece loucura dizer isso, mais é o que na prática está acontecendo.

Vocês podem se perguntar: mais e o contador, aceita isso? Em alguns casos, o escritório de contabilidade está cobrando do cliente por nota lançada. Alguns já me disseram que cobram R$ 0,50 por nota, outros R$ 1,00. É extremamente variado. Entretanto, outros acabram engolindo a seco e cedendo as exigências dos próprios clientes. Inclusive, já ouvi da boca de clientes o seguinte: passo tudo para o contador fazer manualmente. Afinal de contas, para que eu pago ele? Não aceito pagar R$ 1,00 a mais pelo serviço. Ele está lá para resolver meus problemas com o FISCO.

Será mesmo que a mensalidade de um contador é justificada com o trabalhdo braçal e desnecessário de se lançar notas fiscais manualmente? É para isso mesmo que um contador deve ser pago?

A resposta é não. Foi-se o tempo em que o contador era o amigo para dar o jeitinho nas coisas, o apaziguador entre FISCO e contribuinte. Também já se foi o tempo em que a função do contador era simplesmente pagar os impostos, recolher guias de contribuição e fazer imposto de renda. No mundo de hoje, em que o SPED já é uma certeza e muito em breve será obrigatório para todas as empresas, o contador não deve ser mais o amigo que sabe dos problemas tributários do contribuinte e só pensa em varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Todo escritório de contabilidade que quiser se manter no mercado terá que se tornar uma empresa com foco em consultoria tributária e fiscal, deixando de lado o trabalho braçal que será todo informatizado, passando a atuar muito mais no equilibrio financeiro, fiscal e tributário dos seus clientes.

E o contribuinte, por sua vez, será forçado a instalar um sistema de gestão e automação de caixa, pois a exigência por informação será muito maior. Sem o software, o consultor tributário do futuro próximo não fará o seu trabalho e o contribuinte não terá sequer como contrariar uma eventual multa que venha a receber.

Estes serão tempos onde escritório de contabilidade e varejista deverão ter suas operações muito bem integradas. E quem vai proporcionar esta integração será o aplicativo de gestão. Quem avisa, amigo é: busquem a informatização de seus processos o mais rápido possível antes que seja tarde.

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