Diga Não a Banalização do ECF no Mercado de TA


Em primeiro lugar este é um post escrito por várias mãos. Ao longo desta semana, colegas de empresa, parceiros, fabricantes e distribuidores tocaram no assunto comigo e, como em um passe de mágica, um Post surgiu!

O fato é que todos estão preocupados com o rumo que o ECF (emissor de cupom fiscal ou impressora fiscal) pode tomar (tá, eu sei, de novo esse assunto). Como sabemos, o governo do Estado de São Paulo está testando o S@T Fiscal (tecnologia que permitirá o envio dos cupons fiscais on line para o FISCO). O problema é que o projeto está patinando. O piloto não está saindo como previsto e já até admitem a utilização de Internet ao invés de GPRS para transmissão dos cupons, como havia sido pensando no projeto inicial.

De qualquer forma, é um fato que o S@T não entrará em vigor na data anteriormente estipulada. Também é um fato que, independente se o S@T se mostrará viável ou não o ECF, como o conhecemos hoje, mais cedo ou mais tarde não estará por aqui. Ou seja: estamos falando de uma mudança radical em todos os níveis da cadeia: fabricantes, distribuidores, revendas e clientes serão impactados. Porque? Simplesmente porque o ECF é um dos produtos com a margem mais sadia para o canal todo. Sobre esta ótica, todos nós deveríamos aproveitar o que resta de vida do ECF para ganhar dinheiro, certo? Bom, não é bem isso o que está acontecendo.

Além de margem sadia o ECF é obrigatório. Você não é Micro Empresa? Então você precisa SIM ter um ECF em sua loja. Se ele é obrigatório e é uma baita responsabilidade para quem vende, instala e compra, porque algumas empresas tem jogado esta margem no lixo? Vamos recapitular.

Há 6 anos atrás, poucas empresas se aventuravam a vender ECF. Isso porque todo equipamento precisa ser lacrado. Apenas empresas homologadas pelo FISCO podem lacrar ECFs (lacrar significa de forma simples informar para o FISCO que aquele equipamento pertence ao cliente “x”). Ou seja: se você não lacra você não vende. Dois fatores fizeram com que isso mudasse: a entrada das lojas virtuais no negócio e o Vale Lacre. O Vale Lacre é um crédito concedido ao cliente que compra impressora fiscal. Ele pode comprar em uma revenda não lacradora e levar em outra para lacrar pois, com o vale lacre, a revenda lacradora ganhará pelo serviço. O valor padrão de repasse pela lacração inicial é de R$ 90,00. Com esta mudança, pipocaram no mercado Revendedores de ECF para todos os lados. Afinal de contas, bastava a este fazer uma parceria com um lacrador e pronto: cliente satisfeito. Sem contar a margem como já foi dito anteriormente.

Só que ao abrir o mercado para todo mundo um problema foi criado: os preços começaram a despencar. Isso porque a Revenda não lacradora não tem ideia da responsabilidade que é vender um ECF. E foram estas que começaram a queimar os preços na ponta. Os fabricantes prontamente agiram e criaram políticas de preço. Infelizmente, no caso específico do ECF, as políticas de preço não servem para nada. Na ponta, as revendas fazem o que querem e sequer são penalizadas. Para mim, este era o cerne do problema, até ouvir o diretor de um grande distribuidor me dizer o seguinte: Vitor, você acha que a culpa é apenas das revendas. Você está enganado. Os fabricantes tem sua parcela de culpa também, pois não penalizam estas revendas. Nós não somos informados muitas vezes sobre os abusos que elas cometem na ponta. Sem informação eu não posso frear e venda dos equipamentos para revendas que não sabem trabalhar. Pensar em um distribuidor que não quer vender parece estranho, mais na verdade ele não quer vender a qualquer custo. Este é o ponto.

De forma sucinta, podemos entender o seguinte: os fabricantes estão em uma briga ferrenha por market share. Cada um quer aumentar sua participação no mercado. Eles tem razão. Pensando que o ECF pode acabar é bom ter máquina espalhada para tudo quanto é canto. Assim, na troca de parque, suas marcas serão lembradas. O problema é que a busca frenética por market share faz com que os fabricantes criem condições comerciais desfavoráveis para a cadeia toda. Começam se prejudicando baixando o preço para estocar o distribuidor. O distribuidor compra mais barato, mais é obrigado a vender mais barato porque, na ponta, tem revenda ruim espremendo a margem dos bons revendedores. Vamos parar e refletir: estamos trabalhando direito? Não seria esta é uma boa hora para buscar uma união e refletir a respeito do assunto? Vamos aproveitar para ganhar dinheiro enquanto ainda temos oportunidade? Vamos dizer NÃO a banalização do ECF?

Ações simples podem fazer isso acontecer:

– Revenda prejudicada fiscaliza na ponta a Revenda Ruim;

– Vendeu abaixo da política? Revenda avisa o Fabricante;

– Não há justificativa? Fabricante avisa os distribuidores;

– Revenda ruim é forçada a comprar pelo preço sugestão de usuário final por 90 dias, por exemplo.

Alguns obviamente vão dizer que isso não funciona, que é muita gente para fiscalizar, etc. Eu discordo. Na lacração inicial somos obrigados a informar dados da Nota Fiscal de venda. A fiscalização tem que começar por aí, informando os preços. Cruzou preço abaixo de política com razão social da revenda ruim, penaliza.

Senhores fabricantes de ECF e distribuidores: sejam unidos nesta hora e criem uma política única de penalização. Como já diria Mr. Sam: Time is money!

5 comentários sobre “Diga Não a Banalização do ECF no Mercado de TA

  1. Muito bom comentário!!!!seria conveniente deixar atualizado esse blog com o andamento das mudanças ou simplesmennte projetos em andamentos sobre o assunto de ecf.abs

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