Falta de Padronização da NFS-e atrapalha o Mercado


Não podemos negar que o Projeto da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) é um sucesso. Com exceção de alguns ajustes ainda necessários e o mais importante, já previstos pelo Governo, a execução do Projeto mostrou que houve planejamento e bom senso. Se a adesão ainda não é total e se existem ainda milhares de empresas que não se adequaram, isso faz parte de qualquer novo projeto que é implementado e que traz tantas modificações quanto este.

Já o seu irmão menor, este sim está dando trabalho. E, na minha modesta opinião, um trabalho totalmente desnecessário. O projeto da NFS-e (nota fiscal de serviço eletrônica) está na contramão da NF-e. Tudo começa com o fato de que a adesão é voluntária. Ou seja: poucas prefeituras até o momento já implantaram e muitas sequer falam sobre o assunto. Em segundo lugar, cada prefeitura está fazendo do jeito que bem entende, sem respeitar uma norma que, para minha surpresa, existe. Sim. Tenho certeza que muita gente não sabe mais há sim um padrão de importação de arquivo criado para NFS-e. Porém, há prefeituras que simplesmente se recusam a aceitá-lo. É bem aquilo: ou faz do meu jeito ou eu não quero. Pura birrinha.

Algumas software-houses despertaram o interesse neste mercado e desenvolveram portais para recebimento dos arquivos. As prefeituras contratam estas software-houses que já tem toda a estrutura pronta e integram a seus aplicativos de gestão (quando possuem, é bom lembrar). Com isso, já existem grupos de 20, 30, 40 prefeituras que utilizam um ou outro aplicativo.

Entretanto, esta falta de padronização prejudica demais as software-houses e desenvolvedores de sistemas de gestão. Vamos pegar como exemplo a TOTVS, que tem clientes espalhados em centenas ou milhares de prefeituras diferentes. Imaginem se ela tiver que desenvolver lay-outs diferentes para todas as prefeituras onde tem clientes que emitem Nota de Serviço? É inviável. E para dar manutenção então? E as atualizações e mudanças continuas na legislação e no aplicativo?

Esta Torre de Babel promovida pelas prefeituras Brasil afora tem que acabar e rápido. Sabemos que o jogo de interesses pode beneficiar a adoção de um modelo “x” ou “y”. Porém, que se aceite também o padrão nacional. Quem já investiu para emitir NF-e deve sim aproveitar o investimento para emitir suas NFS-e. É inteligente aproveitar a casca e o miolo de algo que já provou que deu certo e totalmente desnecessário ter que contar com um programa para cada situação.

Um comentário sobre “Falta de Padronização da NFS-e atrapalha o Mercado

  1. Líder nacional no segmento de integração de notas fiscais municipais eletrônicas para prestadores de serviços (NFSe), a Conceito W está em processo de expansão de parceiros (parceria nfse) e clientes para o produto CW NFS-e – software que realiza a integração dos sistemas de gestão (ERPs) das empresas com os portais das prefeituras para emissão da NFSe. A ferramenta é essencial para os prestadores de serviços que emitem um grande número de notas fiscais. Homologado para mais de 60 cidades no Brasil, o CW NFS-e pode ser interligado com qualquer sistema. Mais de 40 softwares de gestão distintos já foram integrados. Com o CW NFSe, as empresas que possuem duas ou mais plantas podem adotar uma única solução para integrar com várias prefeituras. Mais informações: http://www.conceitow.com.br/cwnfs-e/

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