Sr. Varejista: Não seja empregado de seu Negócio


Quem atende o pequeno varejo, principalmente lojas de bairro, sabe que é extremamente comum ver o dono ou os donos da loja ou ainda a mulher, o filho, o sobrinho, o cunhado e até o papagaio do dono da loja operando o Caixa. Esta peculiaridade deve-se por dois motivos: falta de dinheiro para investir na contratação de funcionários ou desconfiança mesmo.

O fato é que ao mesmo tempo em que isto é corriqueiro, usual e até folclórico,  é também um desperdício de tempo gigante por parte do proprietário (ou dos demais agregados mencionados acima). O medo de ser roubado por funcionários e/ou clientes traumatiza estes varejistas, que infelizmente de empresário acabam tendo pouco.

Imaginem-se o dia inteiro em função do caixa, do CEASA, do Açougue, fazer os pãezinhos,  da reposição de mercadorias, cuidar de compras, atender os fornecedores, cuidar das duplicatas atrasadas (óbvio que isso acontece nestes casos), do banco e ainda querem extrair algum tipo de resultado de um sistema de automação? Considerem esta tarefa impossível, porque de fato é.

Se o varejista deixar, a loja consome todo o tempo disponível dele. É comum um pequeno varejista dono de supermercado dizer o seguinte: este negócio é bom, mas escraviza a gente. Quer trabalhar de domingo a domingo, então tenha um supermercado!

Bom, eu discordo da opinião de alguns de meus clientes. Não creio que um comércio precisa ser operado da forma que exemplifiquei acima.

Para ilustrar isso, descrevo o que ouvi de um parceiro esta semana: Vitor, se o varejista deixar, o negócio escraviza ele. Desta forma, ele não será um empreendedor, será um empregado de seu próprio negócio. Entretanto, se este dono for para a Retaguarda, cuidar da administração do negócio, ele terá grande chance de se tornar um empreendedor. Carlos, não reproduzi na exatidão, mas obrigado por compartilhar seu conhecimento.

Meu amigo Carlos está completamente certo! Não se administra um comércio operando PDV. O dono precisa trabalhar a estratégia, precisa se preocupar em comprar melhor, em ampliar a loja, em fazer cursos, em utilizar parte do lucro para comprar novos terrenos (coisa que varejista adora fazer por sinal) e aumentar o seu negócio.

Não conheço UM caso de sucesso de ampliação de um negócio em que o dono operou PDV eternamente. Não tenho UM para dizer. Durante um tempo, quando se está começando, vá lá, pode ser preciso. Agora, uma vez o negócio estruturado, com folga no caixa, o primeiro investimento deve ser na contratação de pessoas para operar PDV, o Software de Retaguarda e ir correndo administrar o negócio.

Até porque, em um mercado agressivo como é o varejo a visão do empresário não pode ser limitada ao movimento da rua na porta de sua loja!

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