De Avenida Brasil a Aposentadoria do E-mail: Influência Gigante das Redes Sociais


Admito que gosto de novelas. Novelas são uma “paixão nacional”, um dos produtos de exportação de maior sucesso que temos no Brasil e, quando a novela é boa, uma ótima opção de entretenimento.

A Globo vinha, nos últimos anos, pisando na bola. Novelas ruins, com tramas batidas e casais ridículos. Porém, com Avenida Brasil, tudo foi diferente. Por mais que a direção da Globo tenha se intrometido na trama lá no meio da novela, fazendo com que o autor “enrolasse” mais do que o necessário, considero Av. Brasil a melhor novela que assisti.

E, pelo jeito, não sou o único a ter esta opinião. Av. Brasil conseguiu um feito: levou a novela para constantes debates em redes sociais. Personagens como Zezé, Tufão, Leleco, Nilo, Max, Ágata, Carminha, Adauto e Nina virarm febre no facebook e no Twitter e muitos de seus bordões passaram a ser copiados e usados para criação de mensagens, virais, etc.

As últimas semanas da novela foram intensas dentro e fora dela. E muito da “loucura coletiva” que se viu na população brasileira para acompanhar os últimos capítulos foi estimulado SIM pela Internet. Tanto que, hoje em dia, a análise dos índices de audiência divulgados pelo IBOPE fica em 2o. Plano. Sim, Av. Brasil, além de ser uma ótima obra, aproximou novamente os “jovens” e “geeks” das novelas. Tanto é verdade que Nina, em dado momento da trama, foi extremamente criticada em tudo quanto era rede social e Blog por não saber usar as tecnologias disponíveis para guarda de arquivos eletrônicos. O fenômeno foi tão grande que, em dado momento, Juliana Paes postou em seu Twitter: preciso apresentar o iCloud a Nina. SENSACIONAL!

E, no mundo de hoje onde as redes sociais ganham a cada dia relevância, o bom e velho e-mail começa a perder a sua. Não pode ser coincidência eu ter escutado, em apenas um semana e em situações completamente diferentes, quatro comentários de executivos de tecnologia ou não sobre como a geração Z enxerga o uso de e-mails e o inevitável abandono do uso deste pelos novos profissionais. “Consideram lento e chato”, disse um executivo. “Para que vou usar e-mail? Chamo quem eu quero no Facebook, crio um evento e monitoro tudo por lá”, disse um jovem profissional. Preocupante? Não. Apenas uma fase de adaptação não diferente de tantas outras pelas quais já passamos com tecnologia nos últimos 20 anos.

Com os exemplos acima fica claro que a relevância que as Redes Sociais ganharam nos últimos 2 anos é assustadora (nossa, que conclusão!). Entretanto, dizer que sabemos como lidar com sua “democracia” é arrogância. Temos muito a aprender com este fenônmeno e nos adaptar.

E aí, algumas perguntas são inevitáveis:

– Como integrar as Redes Sociais no ambiente corporativo sem “descambar o negócio”?

– O caminho é o uso do Facebook, do Twitter e do LinkedIn ou contratar uma ferramenta corporativa para colaboração de dados e documentos?

– Como as Software-houses que fazem Software de Gestão deverão se comportar com tantas mudanças? Seus ERPs devem passar a falar com as Redes Sociais? De que forma? Qual o limite?

De qualquer forma, entendo que o segredo é definir uma aposta e seguir nela. Daqui há 5 anos, saberemos quem apostou certo e quem errou. Infelizmente ou felizmente, com tecnologia, as coisas são simples assim.

TAGS: Avenida Brasil, facebook, TA, ti, twitte

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s